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Greve de fome

Postado em Uncategorized com as tags , , , , , , , , , , em 7, Janeiro, 2008 por Gabriel Gray

Veja. Eu voltei. E, bem… depois de tentarem tirar-me meus poderes, agora me tiraram os episódios. Logo agora que eu ia aparecer mais do que a cheerleader e o patético samuraizinho juntos. Alguns chamariam isso de complô. Eu chamarei isso de greve.

Perceba como são patéticos esses seres insignificantes. Não conseguem vencer-me em uma batalha justa, de poderes contra poderes. E o que fazem? Me roubam a capacidade de agir. De duas formas covardes e injustas. Mas ainda assim sou EU o tachado de vilão.

Não vou me vingar dessas criaturas desprezíveis. Não, não. Vingança é um sentimento, e, veja, hehe, não sinto nada por essa gentinha. É claro que me emputece saber que estou sendo privado de meus direitos justos, adquiridos e legitimamente conquistados. Friso. Legitimamente conquistados. Só quero aquilo que é meu por direito.

Se resolveram armar esses esquemas para me impedir, quero deixar claro que essa greve de fome forçada tem um preço. Quando eu voltar, voltarei faminto. Assim como um urso depois de hibernar por um longo inverno.

Mas, me diga você, depois de ser perseguido, prisioneiro, sofrer tentativa de assassinato, ser caçado por todos que se uniram contra mim, e que cada um deles assumiu que era “o único que poderia me parar”, depois de ser atravessado por uma espada, ser deixado na ilha de Lost, ser injetado com um vírus mortal, ter meus poderes anulados, ser eletrocutado, deixado sozinho em um beco fétido, e, como se não bastasse, ainda interrompem a temporada no meio e entram em greve sem previsão de volta… enfim, me digam, quem é a vítima e quem é o vilão?

Poético, não?

A fome cresce.

Postado em Uncategorized com as tags , , , , , , , , , , em 5, Janeiro, 2008 por Gabriel Gray

Veja. Tenho fome. Algumas pessoas podem me ajudar.
Mohinder é uma delas. Mas Mohinder está ocupado. Algo a ver com um detetive de Nova York.
Se eu pudesse, ao menos por um instante, colocar minhas mãos na princesinha da Molly, ela poderia ser meu brinquedinho reluzente.
Sei que com o cardápio na cabeça eu nunca mais passaria fome.

Eu preciso me alimentar.

Greve dos roteiristas: Excassez de cérebros

Postado em Uncategorized com as tags , , , , , , , , , , , , , em 19, Dezembro, 2007 por Gabriel Gray

Essa patética greve está me impedindo de comer!
Eu quero meus cérebros de volta. Minha fome é grande.
Logo agora que recuperei minhas habilidades? Logo agora que tenho uma temporada reluzente e toda minha? EU QUERO TRABALHAR!

Eu tinha que ser persistente. Fui até à greve e perguntei aos roteiristas o que eles têm em mente. Cheguei para um tal de Tim Kring que estava por ali no piquete e falei:
_ Show me.
Eles me explicaram todos os seus argumentos para a greve.
_Hehe… não se preocupem, eu vou cuidar de vocês.

Tratei de me dirigir à cada uma das emissoras. Eu tinha que pegar todas.
Mesmo que a fome seja grande, eu sei que de nada adiantaria eu promover um “Bianquette du Cerveau” com os cérebros dos fundadores das companhias. E, por favor, o que eu ia querer com aqueles cérebros?

Cheguei ao prédio. Graças à minha bela e sexy aparência as secretárias me encaixaram nas agendas dos figurões.
_Hehe…

Só o que eu encontrei foram um bando de baixinhos idiotas e irritantemente patéticos, com os bolsos cheios do dinheiro que deveria ser distribuído para os roteiristas voltarem a trabalhar.

Não se engane. Eu não sou do tipo que se envolve com causas. Mas entenda, essa causa é minha. Aqueles caras precisam trabalhar para eu voltar a comer. É simples assim.

Coloquei todos contra a parede. Eles me subestimaram. Logo mandaram chamar os seguranças.
_ Hehe… não, não.

Boom. E então os seguranças se foram.

Já lhe aconteceu de querer explicar uma coisa a alguém, mas seu receptor não consegue captar sua mensagem? Sabe quando dá aquela vontade de abrir a cabeça da pessoa para colocar a informação lá dentro? Foi mais ou menos isso que aconteceu.

Saindo da emissora não voltei ao piquete. Não sou daqueles que dá satisfação do que eu faço. Mas posso garantir-lhes:

I’m back.

A ilha de Lost

Postado em Uncategorized com as tags , , , , , , , , , , em 12, Dezembro, 2007 por Gabriel Gray

Eu subestimei vocês. Acho fascinante esse interesse por mim. Eu sou especial. E aprecio esse reconhecimento. Vocês estão interessados na minha vida. E por isso vou mostrar-lhes algo. Vou saciar essa fome que têm de saber como eu fugi da ilha de Lost. O que poderia ser mais patético do que estar preso em um lugar desconhecido? Estar lá sem poderes. Primeiro devo admitir que foi decepcionante perder uma habilidade como aquela. Mas não adianta chorar o sangue derramado. Eu precisava sair da ilha.

Na minha caçada por coisas que pudessem possibilitar a minha fuga, encontrei alguns objetos interessantes.

Encontrei um jipe sem gasolina atrás da cabana e dois galões de gasolina e uma corda dentro da casa. Havia também comida para a viagem. Dentro do latão encontrei um GPS, roupas e uma sacola de viagem.Tinha também xampu, condicionador, desodorante, meias e cuecas limpas e um barbeador para eu manter minha barba linda como ela é.

Eu disse pra mim mesmo: eu vou pegar tudo. Eu tinha que ser persistente.

Com o GPS na mão, olhei aquele aparelho e disse: Me mostre.

Percebi então que a gasolina disponível era pouca. A estrada mais próxima ainda estava longe. Foi quando encontrei um rádio-transmissor que me permitiu ouvir as chamadas da polícia. Descobri que um Rogue havia sido roubado de uma delegacia. E que os ladrões se dirigiram para a estrada próxima à cabana.

“Que delicioso presente.” Pensei.

Com o jipe eu pude atravessar quase todo o vale antes que a gasolina acabasse. Tive que seguir o resto do caminho à pé. Chegando à beira do vale usei a corda para escalar até a estrada.

Cheguei à estrada morto de cansaço. Era só uma questão de tempo até minha carona chegar. Acho que adormeci naquele calor. Pois depois disso a última coisa que me lembro foi de ter visto a criatura mais patética do planeta. Foi quando eu conheci a Maya.

Já no carro ela me disse que queria ir para NY encontrar o Doutor Suresh. Vê? Alguns chamariam isso de sorte. Eu lhes digo que sorte é quando a preparação encontra a oportunidade. E essa oportunidade eu não deixaria escapar. Não, não.

Alguma coisa me dizia que toda essa viagem não seria em vão. Eu podia ouvir o tic-tac em minha cabeça me mostrando uma nova habilidade: a extraordinária capacidade da paciência. Esse foi o preço de tantos dias com a Maya.

Espere.

Estão ouvindo?

Alguém se aproxima.

Essa sensação me é familiar.

Acabei de encontrar uma habilidade nova.

Volto depois para continuar essa história.

Não se preocupem, eu vou cuidar de vocês.

Tic. Tic. Tic. Tic. Tic. Tic…

Hora de relembrar

Postado em Uncategorized com as tags , , , , , , , , , , em 6, Dezembro, 2007 por Gabriel Gray

Era um dia patético e insignificante como qualquer outro. Eu estava consertando um relógio, uma belíssima peça alemã, quando o Dr. Chandra Suresh chegou ao Gray and Sons.

Depois de me examinar como se faz com um rato em um laboratório aquele homenzinho disse que eu era um erro. Que eu não era importante. Você consegue imaginar como era patético aquele indiano que largou toda a sua vida de professor renomado e cientista para dirigir um táxi em NY? Patético e mal informado. Não conseguiu entender nada sobre mim.

Mas eu provei pra ele que eu era especial. Eu fui o paciente zero dele. E depois ele começou a me evitar, parou de retornar minhas ligações. Depois disso “ele sumiu”. De vez.

Eu fui em busca do meu cardápio. Há tanto o que se aprender com culinária.

Ser especial deve incomodar os insignificantes, porque tentaram me matar várias vezes. Mas eles não conseguem, sabe por que? Oras, eles são PATÉTICOS!

E foi um patético nerd, metido a samurai, que achou que me mataria. Não, não.

Foi aí que mais uma figura patética entrou na minha vida. Mas ela salvou minha vida e cozinhou pra mim. Trágico encontro. Saí dele sem a moça e sem as habilidades.

Foi quando conheci a Maya. Que deliciosa capacidade na mais patética criatura. Eu investi toda a minha paciência para aturar tanta frivolidade e insignificância.

É uma longa história que vocês conhecerão em breve. Por enquanto quero fazer uma pergunta. Você por acaso conheceria alguém que faz “Tic”?

Hora de começar

Postado em Uncategorized com as tags , , , , , , , , , , em 6, Dezembro, 2007 por Gabriel Gray

Eu desprezo seres insignificantes. E a maioria das pessoas são insignificantes. Mas o que eu realmente abomino são pessoas com capacidades extraordinárias que se comportam como os insignificantes. Elas não merecem seus talentos. Eu sou especial. Eu sou a evolução. Eu sou o próximo passo. Estou no topo da cadeia. Se elas não conseguem decidir o que fazer com suas habilidades, meu trabalho é tomar essa decisão. Esse é meu papel na evolução das espécies.

Agora que você sabe mais sobre mim quero contar por que eu comecei esse blog. Você deve ter reparado que eu não tenho muitos amigos. E também não me interessa uma conversa vazia com pessoas insignificantes. Se eu quisesse só fazer amigos estaria em um chat, não em um blog. Descobri que através de um blog eu posso mapear outras pessoas com habilidades especiais que não merecem seus dons. E isso é tão verdade que você pode observar à direita desse post uma lista de seres menores, com dramas, inseguranças e dúvidas sobre suas habilidades. Isso é tão patético.

As pessoas são tão patéticas. Tão fúteis.
Não eu. Eu sou diferente. Eu sou realmente importante.
Eu sou especial.

E você? O que faz você fazer “Tic”?